VOGUE: Justin Bieber fala sobre confiança, drogas e seu relacionamento com Hailey Bieber


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Após Justin e Hailey Bieber serem fotografados por paparazzi ao realizarem um photoshoot em dezembro de 2018a Vogue estadunidense finalmente divulgou algumas fotos do ensaio juntamente com uma entrevista exclusiva e íntima do casal. Revelações do cantor em relação ao seu passado, drogas, suas inseguranças e casamento com a modelo de 22 anos chamou muita atenção dos fãs. Confira a matéria completa traduzida pelo Bieber Mania Brasil abaixo:

É dito que um homem arrisca seu casamento por chegar em casa tarde – e talvez coloque em ainda mais perigo se chegar muito cedo. Apesar de ele fazer 25 anos no mês que vem, Justin Bieber acredita que suas noites em claro e seus grandes excessos estão no passado. No seu lugar, nesse momento, as incontáveis incertas horas de casamento aparecem, como um grande tapete vermelho.

É um pouco antes do Natal, muito branco, árvores enfeitadas estão por todo o hall de entrada do hotel que por anos Bieber tem vivido quando está em Los Angeles. Sua suíte não está em clima de natal, está cheia de malas gigantes que não valem a pena desfazer para refazer de novo, e não tem muito o que comer, exceto por chips de batata e uvas (simultaneamente, como ele demonstra depois). Bieber acabou de voltar de uma tentativa, que desistiu, no Processo Hoffman, um intensivo grupo-terapia de uma semana retratado com grandes seguidores de Hollywood. Ele sente que não estava preparado. Ele correu durante o pre-processo de questionários, e ele não estava confortável com os exercícios. “Lá eram como seitas espirituais,” ele explica. “Ou não seitas espirituais de verdade mas, tem essas tradições. Eles acendem velas, e isso me assustou. Você senta em um colchão pequeno, coloca um travesseiro e você começa a enfrentar seu passado. Eu enfrentei o fato de que minha mãe teve depressão em grande parte da minha vida e meu pai tem problemas com raiva. Coisas que eles passaram e que eu meio que fico com raiva que eles passaram para mim.” 

Então, Bieber deixou o campo Hoffman em Napa Valley e voou para Seattle, onde se encontrou com sua esposa, a modelo e apresentadora de TV, Hailey Bieber (antes Baldwin). Eles tiveram uma reunião com um conselheiro de casamentos recomendado por seu bom amigo, o pastor Judah Smith e então dirigiram para Suncadia, o resort na floresta onde os Smith’s tem uma casa. “A coisa é, casamento é muito difícil,” diz Hailey. “É a sentença com que você deve lidar. É muito difícil.” O casal, que se casou em um pequeno cartório de Manhattan em setembro passado, depois de um romance de doze semanas num contexto de uma amizade de dez anos, e que ainda estão finalizando os planos para o casamento de verdade, se sentam lado a lado no sofá da sala de estar e roupas de moletom caras estão representando seu estilo combinado. Mas a configuração muda de acordo com o incansável Justin:  Muito pouco depois que ele se sentou ele faz mais uma manobra; ele pula pelo sofá e se coloca entre Hailey e as almofadas, e a envolve com seus braços; ele gira seu corpo e coloca sua cabeça no colo dela, e então pula de novo, molha seu pescoço com beijos e sussurros (Adivinhe só? Você é incrível”) antes de mudar sua posição de novo. “É difícil para mim fazer apenas uma coisa de cada vez,” ele diz, sorrindo de orelha a orelha.

Justin quer que eu saiba que estou falando com ele em um momento especialmente muito vulnerável, e que ele está nervoso. Faz mais de dois anos que ele se sentou para dar uma entrevista, em torno do lançamento de seu quarto e mais recente álbum, Purpose. No momento ele estava no meio de, em que muitos chamavam, uma turnê de desculpas – um período em que ele pareceu estar tentando consertar o seu famoso antigo mau comportamento, e coincidindo com uma coleção de musicas que acertaram críticos, os mais velhos, e homens, não apenas adolescentes que o colocaram uma década de liderança no pop. Mas antes de performar mais de 150 shows em 40 países durante os dezesseis meses da turnê Purpose, no verão de 2017 ele cancelou os quatorze shows finais. “Eu fiquei muito depressivo na turnê,” ele lembra. “Eu não tenho falado sobre isso, e eu ainda estou processando muitas coisas que não falei sobre. Eu estava solitário. Eu precisava de um tempo.”

É impossível não sentir, na presença de Justin, que ele está se recuperando de algo – a fama em que o preço foi sua infância, a morte de milhares de coisas da adolescência, um acumulado de incertezas sobre as atenções das pessoas em sua órbita – e essas cicatrizes o cobrem assim como sua várias tatuagens. Smith me disse que quando ele conheceu Justin, um jovem adolescente, ele sentiu a necessidade de o dar amor e proteção. Após uma hora em sua companhia, eu ouvi uma aproximação em seu chamado. Jornalistas costumam descrever Justin como difícil de conversar, uma crítica que parece injusta. A entrevista começa a dar defeito em momentos e ofuscações, e então a inocência de Justin pode ser desarmada por comparação. Ele diz o que vem à mente, sem filtros: “Eu gosto de você”; “Você está me estressando, cara.” Ele faz longas demonstrações ansiosas; ele se mexe, pede desculpas, se senta, me deixando ansioso. “Tem sido difícil para mim confiar nas pessoas,” ele explica. “Eu passei por momentos difíceis com a sensação de que as pessoas estão me usando ou que não estão mesmo lá por mim, e que escritores estão procurando tirar algo de mim para usar contra mim. Uma das grandes coisas para mim é confiar em mim mesmo. Eu fiz algumas decisões ruins pessoalmente, e em relacionamentos. Esses erros afetaram minha confiança no meu julgamento. Tem sido difícil para mim até confiar na Hailey.” Ele vira para ela. “Nós temos trabalhado em umas coisas. E tem sido ótimo, certo?”

Justin e Hailey, que tem 22 anos, voltam lá atrás – para uma aparição no Today Show em 2009, em que ela tinha ganho ingressos de seu tio, o ator Alec Baldwin. Seu pai, Stephen, e a mãe de Justin, Pattie Mallette, que são dois cristãos renascidos, começaram uma amizade que conectou suas crianças, se não muito entusiasmadas no início. Hailey desmentiu a versão da história original que a coloca como uma super Belieber (o nome das fãs de Justin). “Eu nunca fui uma super fã, dele nem de ninguém,” ela diz. “Nunca foi essa coisa louca, com gritaria. Eu não pensei em nada a não ser o fato de que ele era fofo. Todo mundo teve um crush nele. Mas nos primeiros anos nós tivemos  uma grande diferença de idade.” Eles não começaram uma amizade até anos depois, quando Hailey começou a ir nos cultos da Hillsong, a mega igreja australiana em que a sociedade de Nova Iorque estava se reunindo no Irving Plaza no momento. “Um dia Justin entrou na Hillsong e falou tipo ‘Hey, você ficou mais velha.’ e eu respondi tipo, ‘Sim, eaí?’ Nesse tempo ele se tornou meu melhor amigo. Nós saíamos por aí como amigos, mas não estávamos saindo [romanticamente].”

Três anos atrás eles namoraram, rapidamente, e enquanto ela não se iludia sobre a capacidade de exclusividade no momento, as coisas não acabaram bem. Os dois dizem que uma traição ocorreu. “Coisas negativas aconteceram que nós ainda temos que falar sobre e passar por isso,” Hailey explica. “Desapontamento não é a palavra certa – era mais algo como uma não conversação muito dramática. Teve um momento em que se eu entrasse em um lugar, ele sairia.” Mas em junho de 2018, eles se encontraram por acaso em uma conferência em Miami feita por Rich Wilkerson Jr., o pastor da Vous Church, no qual casou Kim Kardashian e Kanye West. “O denominador comum, te prometo, é sempre a igreja. Até então, superamos o drama. Apenas lhe dei um abraço. No final da conferência, ele falou “Não seremos amigos” e eu estava tipo “Não seremos?” Dentro de um mês, ele colocou um enorme anel de diamante em formato oval no dedo dela.

Para entender o relacionamento dos Bieber, é necessário entender suas crenças e atrações pela diferença fundamental um do outro. Ele é a identidade para o superego dela, as coisas selvagens que ela nunca poderia ter permitido de si mesma. Hailey dedicou doze anos altamente disciplinados no ballet. Na maioria das vezes, ela estudou em casa no subúrbio de Nova Iorque. Ela nunca tocou em uma droga, convencida de sua vulnerabilidade genética ao vício. (Seu pai teve um problema severo com cocaína antes dela nascer e está sóbrio por quase 30 anos). Ela é, por conta própria, uma pessoa cuidadosa e deliberada, bastante racional. Amigos a descrevem com palavras como segura, estável e forte. Os amigos de Justin o chamam de mole, sensível, coração aberto, dominado pelas emoções tão intensas que frequentemente precisou entorpecer as mesmas com drogas ou arriscá-las com relações significativas.

“Justin é alguém que se importa demais,” diz Ryan Good, que passou anos como seu estilista e gerente de estrada e agora está dirigindo na parte criativa da sua nova linha de roupas, Drew House. (Drew é o nome do meio de Justin). A vibe é uma casa no vale de São Francisco onde todo mundo é bem-vindo: veludo cotelê, cores primárias, grunge e influências skatistas. Justin e Ryan estão criando o design de tudo e lançando itens no site conforme ficam prontas, começando em dezembro com uma pantufa barata de hotel (“Cheap Hotel Slippers”) com o logo da Drew House aplicado, uma carinha sorridente. (Justin ama pantufas de hotel). Eles venderam por $5 um par (cerca de R$18,50) e agora estão valendo centenas de dólares no eBay. “Ser tão carinhoso,” Ryan continua, “é o que faz o Justin ser um artista tão bom. Ele realmente consegue sentir o ânimo do público. Mas em seu mundo, onde há muito (quem) se aproveite, se aproveite, se aproveite, é difícil para ele se sentir seguro. Hailey é essa força de calmaria. Ela é nivelada.”

Hailey observa seu próprio temperamento para assim exigir alguma correção dele. “Ele dirá “Eu sinto” e irei dizer “Eu penso,” ela explica. “Eu realmente preciso cavar fundo e fazer um grande esforço para me conectar com minhas emoções. Ele (Justin) chega lá imediatamente.”

“Eu sou o emocionalmente instável,” Justin diz. “Eu luto para achar paz. Eu sinto que me importo muito e quero que as coisas sejam muito boas e quero que as pessoas gostem de mim. Hailey é bem lógica e estruturada, que é o que eu preciso. Eu sempre quis segurança – com meu pai estando sumido algumas vezes quando era uma criança, comigo estando na estrada. Com o estilo de vida que eu vivo, tudo é tão incerto. Eu preciso de uma coisa que é certa. E isso” – ele pega na mão dela – “é meu amorzinho.”

Em uma noite chuvosa em Beverly Hills, cerca de mil pessoas de vinte e poucos anos em jaquetas de couro, moletons, camisetas de skatistas e calças de pijama de maconheiros entram no Teatro Saban para o serviço semanal de quarta-feira da Churchome, o ministério de Judah Smith de Seattle, que é parte de uma nova onda de congregações evangélicas que atraem jovens de Los Angeles. Toques e abraços masculinos agitavam o auditório. Na noite, Smith, em uma jaqueta jeans pesada com uma gola felpuda e jeans preto skinny, construiu um sermão sobre as histórias de pares de irmãos do Velho e Novo Testamento: Caim e Abel, o Filho Prodígio. Ele narra sobre o conto de uma viagem recente, na qual seu aparador de pelos foi confundido com um vibrador pela Administração para a Segurança dos Transportes (TSA). Ele ora para seu querido Seattle Seahawks (ele é o capelão oficial do time). E ele discursa sobre a importância de responder à questão “Eu sou o protetor do meu irmão?” com um constante e ressonante “Sim.” Justin, Hailey e seus amigos escutam atentamente nas dezenas de assentos reservados nas duas primeiras fileiras com seus casacos parka gigantes parecendo silhuetas de cartoon.

“Não me consideraria religioso,” Justin me fala. “Isso confunde muitas pessoas porque eles ficam tipo, “Bom, você vai para a igreja.” Eu acredito na história de Jesus – essa é a simplicidade do que eu acredito. Mas eu não acredito em todo o elitismo e pretensão religiosa, que as pessoas são melhores que você porque vão à igreja, que você precisa ir para a igreja e se vestir de uma certa maneira. Eu fico sensível quando a religião aparece, porque foi doloroso para muitas pessoas. Não quero ser visto como alguém que defende qualquer injustiça que a religião fez e ainda faz.”

Justin tem especificamente se focado em seu próprio desenvolvimento moral ultimamente, o que ele descreve como “coisas do caráter.” No outono passado, ele fez a decisão de se afastar da música no momento para se concentrar em ser o homem que ele sente que ninguém nunca lhe ensinou como ser e, acima de tudo, um bom marido. “Apenas pensar sobre música me estressa,” ele diz. “Eu sou bem-sucedido desde os meus treze anos, então não tive realmente uma chance de achar quem eu era além do que eu fazia. Apenas precisava de um tempo para me avaliar: quem eu sou, o que eu quero fora da minha vida, meus relacionamentos, quem eu quero ser – coisas que você perde a vista quando está tão imerso na indústria musical.”  Ele olhou para o Smith como exemplo, assim que procurou o pastor da Hillsong, Carl Lentz, há quatro anos, período que considera seu ponto pessoal mais baixo. Justin foi criado por uma mãe solteira em um alojamento público de uma pequena cidade de Ontário e ele estourou na fama aos treze anos quando o homem que se tornaria seu empresário, Scooter Braun, descobriu vários vídeos no Youtube que sua mãe havia postado. Braun o trouxe para Atlanta, onde ele foi apresentado para Usher e recebeu um novo estilo e som. Ele admirou seus mentores no hip-hop, absorvendo seus estilos, cantando sobre “gatinhas” antes dele saber o que a palavra significava. “Eu era real no início,” Justin diz, “e então eu fui fabricando enquanto, lentamente, eles apenas tomavam mais e mais controle.” Foi fantástico ser famoso, ser adorado por garotas. Aos dezesseis anos, ele cegamente acreditava no hype. “Eu comecei a realmente me sentir demais. As pessoas me amam, eu sou uma merda – isso é o que eu honestamente pensava. Eu fiquei bem arrogante e convencido. Estava usando óculos de sol dentro de locais.” (Dentro e de noite, diz Hailey).

Até 2013, ele fez o papel do doce, pré-pubescente ídolo adolescente. E dentro de um ano, ele estava um desastre. A mídia vergonhosa catalogou sua sucessão de ofensas, desde jogar ovos na casa de um vizinho, urinar em um balde de limpeza, aparecer em um bordel brasileiro, até pegar uma acusação de Direção Sob Influência (DUI charge) após fazer um racha com sua Lamborghini em Miami Beach. Ah, e houve o infeliz macaco-prego na alfândega na Alemanha. Justin gostaria de rir da sua personalidade adolescente, e de fato ele parece dividido entre a autopunição e o desejo de se dar o tempo que poucos estavam oferecendo. “Muitas das coisas que eu estava fazendo deram direito às pessoas de dizerem tipo “Cara! Isso é loucura, mano.” Mas muitas dessas coisas eram como – eu fazendo xixi em um balde, o que as pessoas faziam muito. Ou eu tendo um macaco. É como se você tivesse o dinheiro que eu tinha, por que você não teria um macaco? Você teria um macaco!” Internamente, Justin estava se dissolvendo. Ele estava abusando do Xanax (remédio para controlar a ansiedade), o que lhe permitiu sonambular uma vida social que nunca se enquadrou com sua criação. “Eu me vi fazendo coisas das quais me envergonho, sendo super arrogante e tal, e acho que usei o Xanax porque estava com muita vergonha. Minha mãe sempre disse para tratar as mulheres com respeito. Para mim, isso estava sempre em minha cabeça enquanto eu fazia, então eu nunca poderia aproveitar. As drogas colocaram uma barreira entre mim e o que eu estava fazendo. Tudo ficou muito escuro. Acho que houve momentos em que meu segurança chegava tarde da noite para verificar meu pulso e ver se eu ainda estava respirando.”

Smith sempre foi claro que ele estaria lá se Justin precisasse dele, mas ele não o via como seu lugar para intervir. “Eu disse antes que aprendi mais com Justin do que acho que ele aprendeu comigo – sobre a condição humana, e sobre a dor”, diz Smith. “Ele dá muito para o mundo, e muito foi tirado dele, incluindo um pouco da progressão natural do desenvolvimento, a chance de crescer relacional e socialmente. Ele pode sentir tudo, e isso é a partir daqueles anos passados, imaginando quem na sala está sendo autêntico com ele. Seu senso de aranha é notável, mas o assombra um pouco. Ele nota os movimentos das sobrancelhas das pessoas. Eu me emociono agora, vendo ele fazer um grande esforço para se preocupar com as pessoas ao seu redor, quando a última década de sua vida foi vivida em uma caixa de vidro.”

Lentz tem um estilo de amor mais durão, e em 2014, enquanto Justin estava curtindo, ele pressionou o cantor a se mudar para sua casa em Nova Jersey para uma desintoxicação informal. Durante várias semanas eles jogaram basquete, hóquei e futebol. Justin internado para Lentz em Hillsong e focando em sua fé religiosa. Mesmo que ele beba álcool socialmente, Justin diz que ele não ingeriu droga desde então. Hailey se lembra da viagem a casa dos Lentz como a passagem de um capítulo longo e assustador. “Eu sofri muito intensamente sobre toda a situação”, lembra ela. “Eu só queria que ele fosse feliz, bom, ficasse seguro e com alegria. Mas estou muito orgulhosa dele. Por superar isso sem um treinador sóbrio ou sessões de AA – eu acho que é extraordinário. Ele é, de certa forma, um milagre ambulante.”

No último verão, depois de anos como nômade, Justin comprou uma casa fora de Toronto. O casal se mudou em setembro e ambos concordam que a verdadeira coabitação, aquela que não se estabelece em quartos de hotel, em férias – tem sido um desafio. Eles têm brigas sobre decisões de decoração. Comunicação saudável é um constante desafio e na terapia estão trabalhando em desenvolver uma fluidez para que suas personalidades não entrem em conflito. Às vezes eles são cuidadosos um com outro e em outras ocasiões eles praticam discutir sem serem indelicados. “Brigar é bom,” Justin diz. “A Bíblia não fala sobre briga justa? Não queremos perder um ao outro. Não queremos dizer a coisa errada e estivemos tendo dificuldades por não expressar nossas emoções, o que tem me deixado absolutamente louco porque só preciso me expressar e tem sido difícil de fazer com que ela diga o que sente.”

“Você vai conseguir isso na próxima manhã,” Hailey promete. Ela admite que as primeiras semanas de casamento foram profundamente solitárias para a mesma. Ela ficou com saudades de seus pais, apesar de ela não viver com eles em cinco anos. Talvez o mais difícil de tudo foi que ao se casar com Justin ela teve a sensação de, repentinamente, ter milhões de rivais. Muitas pessoas nas redes sociais pareciam estar torcendo para eles falharem. Ninguém entendia o quão sério foi sua decisão de se casar, o quanto ela orou sobre isso. “Orei para sentir paz com a decisão e foi assim que cheguei aqui,” ela explica. “Eu o amo muito. Eu o amo há muito tempo.”

Quando o casal se reconectou em junho do ano passado, Justin estava mais de um ano em um auto imposto mandato de celibato. Ele tinha o que chama de “Um legítimo problema com sexo.” Era seu vício restante, um vício que há muito tempo não o dava nenhum tipo de prazer. Não fazer sexo, ele decidiu, foi um jeito dele se sentir mais próximo de Deus. “Ele não nos pede para não fazer sexo por ele, porque ele quer regras e outras coisas,” Justin explica. “Ele está tipo, ‘Estou tentando te proteger de mágoa e dor’.  Acho que sexo pode causar muita dor. Às vezes as pessoas fazem sexo porque elas não se sentem boas o suficiente.  Porque tem baixa auto estima. Mulheres fazem isso e homens fazem isso. Queria me dedicar novamente a Deus desse jeito, pois eu sentia que realmente era o melhor para a condição da minha alma. E acredito que Deus me abençoou com Hailey como resultado. São vantagens. Você é recompensado por bom comportamento.” As pessoas especularam que Justin e Hailey se casaram porque ela ficou grávida, o que é falso. (“Sem bebês por pelo menos alguns anos”, Hailey diz). Justin admite que o desejo de finalmente fazerem sexo foi uma razão deles irem ao cartório, porém não foi a única razão. “Quando eu a vi no último mês de junho, apenas esqueci o quanto eu a amava, o quanto sentia sua falta e o tanto de impacto positivo ela teve em minha vida. Eu estava tipo, ‘Caramba, era isso que estive procurando’.”

“É que estou apenas lutando para fazer isso do jeito certo para construir uma relação saudável.” Hailey esclarece. “Quero que as pessoas saibam disso.  Estamos surgindo de um lugar muito genuíno. Porém somos duas pessoas jovens que estão aprendendo conforme andamos. Não sentarei aqui e mentirei que tudo é uma fantasia mágica. Sempre será difícil. É uma escolha. Você não sente todos os dias. Você não acorda todos os dias dizendo, ‘Estou absolutamente tão apaixonada e você é perfeito.’  Não é isso que significa ser casada. Mas há algo lindo sobre isso do mesmo jeito – sobre querer lutar por algo, comprometer-se para construir algo com alguém. Somos muito jovens e isso é um aspecto assustador. Mudaremos muito. Mas estamos comprometidos a crescer juntos e apoiar um ao outro nessas mudanças. É assim que olho para isso. No final do dia, ele, também, é meu melhor amigo. Nunca me enjoo dele.”

Justin sorri. “E você é meu amorzinho.”


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Letícia Paulella
20 anos, estudante de Propaganda e Marketing, escritora e editora de posts no site, além de auxiliar nas redes sociais e tradução. Justin Bieber sempre teve um espaço enorme no meu coração e o BMBR não é diferente, já que não somos apenas uma equipe e sim uma família. Muito gratificante poder fazer parte de tudo isso.